10 Erros do Código Da Vinci
O Código Da Vinci , livro muito popular de Dan Brown gerou controvérsia na sua publicação em 2003. Muitas críticas foram feitas á sua inexactidão na descrição da arte europeia , arquitectura e geografia. O autor nas primeiras páginas diz que o livro é factual. Aqui vai uma lista dos seus maiores erros - não todos.
1. A Última Ceia de Da Vinci

A alegação de que Maria Madalena aparece na ‘Última Ceia’ ao lado de Jesus é falsa para todos os historiadores. Uma vez que há doze apóstolos, um teria que faltar para ela estar presente, não falta.
2. O Priorado de Sião

O retrato do priorado de Sião como uma organização antiga ligada á adoração da deusa é incorreta. O priorado de Sião foi fundado em 1956 - não em 1099 como o livro diz - por Pierre Bonhomme e outros e foi nomeado por causa de uma montanha na França - não o monte Sião, bíblico. Os Dossiês secretos foram uma falsificação criada por Philippe de Cherissey para Plantard o qual admitiu sob juramento que tudo era falso.
3. Opus Dei

A representação do Opus Dei-prelatura pessoal do papa é inexacta. Não há monges chamados numerários. O Opus Dei proíbe práticas fundamentalistas. Silas, o monge assassino usa um cilício e alguns membros do Opus Dei praticam a mortificação -auto-flagelação que é uma tradição desde St°. António também foi praticada por Madre Teresa de Calcutá. Dan Brown exagera a prática. É impossível ter as feridas descritas com um cilício normal.
4. A Capela de Rosslyn

Dan Brown nunca visitou a capela Rosslyn até ao fim do livro e diz que ela foi construída pelos Templários e que tem uma estrela de seis pontas - que nunca foi vista. Ele diz que o nome Rosslyn vem de Rose Line -em inglês ! E que uma linha atravessa a capela. O nome vem de Ros-promontório e Lyn-catarata. Quanto ao código secreto que ele diz existir,recentemente provou-se que era apenas uma música.
5. Problemas com Paris

Algumas alegações sobre a igreja de Saint-Sulpice em Paris são discutidas. Apesar de haver uma linha que passa no sentido norte-sul na igreja ela não é uma parte do meridiano de Paris que passa a cem metros . A linha é um calendário que é suposto marcar o solstício e os equinócios . Alem disso não há provas de que alguma vez houve um templo de Ísis neste lugar. A referencia a Fundação de Paris pelos merovíngios no capitulo 55 é falsa. De facto, a cidade foi fundada pelos gauleses no século III A.C. Júlio Cesar deixou a cidade em ruínas e fez um anfiteatro e uns banhos públicos. Os Merovíngios não reinaram em França até ao século VI D.C. quando Paris já tinha 800 anos . O livro alega que o topo do Centro Pompidou pode ser visto do Arco do Carrossel (capitulo 3) . Isto é incorrecto. O livro erroneamente localiza Versalles no noroeste de Paris quando na realidade é aproximadamente 25km a oeste-sudeste do centro de Paris.
6. O Vaticano

Na história diz-se repetidamente que o Vaticano era o centro de poder na igreja primitiva incluindo uma referencia ao Vaticano reprimindo escritos Gnósticos no século IV até à Renascença o palácio papal era em diferentes lugares desde a catedral de São João até Avignon . Só no século XV o poder oficial foi para a vizinhança do Monte Vaticano em Roma . No século IV o Vaticano não passava de uma igreja e cemitério a beira da estrada. São Pedro é referido como catedral, mas é tecnicamente uma igreja. São Pedro é a segunda maior igreja do mundo e cobre 5,7 acres ( hectares).
7.Maria Madalena

Os historiadores dizem que Maria Madalena é da tribo de Benjamim. Não há menção disto na Bíblia ou em outra fonte antiga. O facto de Magdala ser localizada no norte de Israel enquanto a Tribo de Benjamim residir no sul depõem contra este facto.Paulo era um Benjamita mas não faz menção disso . Maria Madalena é reverenciada como uma santa na França; uma caverna nas montanhas Sainte-Baume da Provença, onde se acredita que ela viveu é um lugar de peregrinação popular. Acredita-se que ela está enterrada ali.
8. Gnosticismo
O livro alega que os evangelhos Gnósticos (por exemplo os evangelhos de Thomas, Felipe, Maria Madalena e o recentemente descoberto Evangelho de Judas ) são mais velhos menos corrompidos e mais exacto que os quatro incluídos na Bíblia. Com a possível excepção de Thomas os outros Evangelhos datam do segundo ao quarto século enquanto os códigos canônicos são do século I e II. Na história um personagem alega que a etiqueta herético foi usada apenas depois do Concílio de Niceia no ano 325 D.C. para perseguir os gnósticos. De facto Santo Irineu usou o termo heresia para chamar aos ensinamentos gnósticos no século II muito antes da igreja ter poder político para perseguir alguém .
9.Geografia

A historia do livro de que o “Monge Albino” foi preso na França e escapou para Espanha demonstra a falta de pesquisa básica que se obteria com uma olhadela rápida no mapa ou guia de turismo .É improvável que alguém preso na costa de França fosse para outro país numa jurisdição diferente e algumas centenas de quilômetros afastado.Depois da cena na igreja do templo em Londres os heróis da história tomam o metrô até King’s College . De facto King’s College é mais perto da igreja do templo de que a Temple Station, e qualquer viagem de metrô os teria afastado de King’s College. No começo do capítulo 104 Brown diz que as coordenadas geográficas da capela ficam exactamente no meridiano que atravessa Glastonbury .Esta afirmação é incorrecta a capela fica na longitude 3:07:13 oeste e Glastonbury Tor em 2:42:05 oeste. Brown parece ter confundido o norte geográfico com o norte magnético.
10. Erros sortidos.

Os albinos têm tipicamente uma visão muito pobre ; de facto muitos são legalmente cegos . Portanto é altamente improvável que o albino Silas se tenha tornado uma atirador perito ou até que ele soubesse guiar.
Diz-se que os Manuscritos do Mar Morto foram encontrados nos anos 1950, quando de facto a descoberta inicial foi feita em 1947 com documentos adicionais sendo localizados em 1956.
Na sua conferência sobre a Proporção Divina Langdon , diz que a proporção de machos e fêmeas abelhas numa colmeia está sempre nesta razão . Isto é falso pois a razão pode variar e é normalmente maior que a Divina Proporção .
No livro Brow diz que os evangelhos gnósticos encontrados em Nag Hammadi, no Egito em 1945, eram “escrituras”. Na realidade eles eram códices – páginas individuais reunidas em livros.
Nota: Obviamente eu não recomendo ler este livro – você vai ficar menos inteligente ao lê-lo. No entanto se você quiser ler um livro excelente sobre os assuntos do Código Da Vinci - e muito bom- eu recomendo fortemente o livro O Pêndulo de Foucault de Umberto Eco. Autor do Nome da Rosa .
Você pode comprá-los também aqui e aqui
Link:10 Errors of the Da Vinci Code
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É absolutamente inconcebível como milhões de pessoas, muitas teoricamente cultas e por vezes até católicas, se deixaram confundir pela maior compilação de mentiras e erros básicos que eu já vi.
Devo dizer que só li este livro porque vi tanta gente desorientada com ele que achei que tinha obrigação de ajudar a repor a verdade, pois sou católica e formada em História. E o sacrifício foi bem grande porque para além dos erros achei o livro mesmo péssimo, um policial absurdo e sem pés nem cabeça.
Apesar de ser demasiado grande para um post, aqui fica o texto que fiz na altura, pode ser que interesse alguém que queira aprofundar a informação…
Queridos amigos
Depois de ter visto tantas pessoas acreditarem nas coisas mais incríveis, e muitas outras ficarem muito confusas em relação à sua fé devido a um livro chamado “Código Da Vinci”, resolvi mandar para quem quiser ler, uma pequena e muito rápida refutação das enormidades que ali estão que vão contra toda a minha formação religiosa (sou católica embora não “Opus Dei”), e académica (formei-me em História, nos anos 80, na Universidade Clássica de Lisboa).
Logo no início do livro fiquei indignada com os seus erros históricos absolutamente inacreditáveis, comecei a fazer uma refutação ponto por ponto mas desisti no primeiro capítulo pois logo percebi que faria um livro tão grande como o próprio romance, por isso aqui fica uma coisa muito leve, só com alguns exemplos, sem as citações e bibliografia que uma coisa destas exigiria mas que tornariam um texto que se pretende simples extremamente maçudo para os meus amigos.
Antes de mais, sugiro a todos que leiam as páginas 280 a 285 (no caso de terem a edição da Bertrand) do “Código Da Vinci”. É a parte em que Teabing “explica” aquilo que de facto é o fundamento do livro.
Para quem ainda não leu, talvez o chorrilho de asneiras históricas (para qualquer pessoa que se preocupe com a verdade) e de blasfémias religiosas (para quem, além disso, seja cristão), sirva para já não ler o livro (e faz muito bem). Para quem já leu, é sempre bom reler agora, já fora do entusiasmo pela parte policial que envolveu tanta gente ao ponto de desorientar o espírito crítico de muitos.
Inicialmente, achei que estava perante um policial típico, escrito por um autor inculto, que decidiu escrever uma história passada em França, no seio do mundo católico e com uma trama desenvolvida à volta da arte de Leonardo Da Vinci, sem saber nada sobre nenhuma das três coisas. Agora parece-me mais um ataque (a meu ver pouco subtil) não só à Igreja Católica mas sobretudo aos próprios fundamentos do Cristianismo, enroupado numa aparentemente inócua trama policial muito ao género do filme de acção.
Dan Brown usa a técnica mais retorcida da mentira, ou seja, vai buscar alguns dados reais e deturpa-os, não ligeiramente mas ao ponto de dizer o oposto da verdade. O leitor, ingenuamente, pensa: “Eu já ouvi falar disto vagamente, portanto o resto que ele conta e que eu não sabia deve ser verdade”. É evidente que qualquer romancista tem o direito de escrever o que lhe apetecer e a sua imaginação ditar, desde que não engane os leitores dando à sua obra ares de investigação histórica, como é patente ao longo de todo o livro, desde a primeira página (em que Dan Brown mente descaradamente quando diz que “todas as descrições de obras de arte, edifícios, documentos e rituais secretos que aparecem neste romance são exactas”), até à última.
Só para dar dois exemplos:
Dan Brown fala dos Manuscritos do Mar Morto (que têm dado azo às mais extraordinárias teorias conspiratórias). Muita gente já ouviu falar mas não se lembra bem do assunto. Ele diz que são uma descoberta arqueológica fanaticamente mantida secreta pelo Vaticano (na verdade a maioria dos Manuscritos encontra-se no Templo do Livro e no Museu Rockefeller de Jerusalém, assim como no Museu do Departamento de Antiguidades em Ammán). Isto, segundo o autor, porque são os verdadeiros Evangelhos que provam que tudo aquilo em que os cristãos acreditam é mentira (os Evangelhos de Mateus, Marcos, Lucas e João, seriam uma fabricação humana da Igreja para manter a humanidade sob o seu poder, etc., etc., etc.). Ora, os Manuscritos do Mar Morto, provavelmente pertencentes à comunidade judia dos Essénios, são realmente uma grande descoberta arqueológica de 1947 (escavações até 1958). Foram, na sua enorme maioria, escritos muito antes da era cristã e incluem o Livro de Isaías completo e fragmentos de todos os livros do Antigo Testamento, excepto o livro de Ester (são aproximadamente mil anos mais antigos do que o mais velho códice). Têm sido estudados de forma escrupulosa (o material foi publicado pela American School of Oriental Research, a Universidade Hebraica e o Serviço de Antiguidades da Jordânia), existem inúmeros estudos e traduções sobre os Manuscritos, e precisamente o que os torna impressionantes é que são muito semelhantes aos documentos posteriores, ou seja, durante milhares de anos a tradição foi cuidadosamente mantida para que nada se perdesse ou fosse deturpado (que diferente do que diz Dan Brown!). No que diz respeito aos cristãos, é interessante ver as semelhanças existentes nalguns manuscritos com o pensamento e estilo do Novo Testamento, pois a congregação de Qumran viveu na mesma época e região em que viveu João Baptista, que foi um percursor do Cristianismo, no entanto os Manuscritos do Mar Morto não incluem nenhum texto dos Evangelhos.
Dan Brown fala também muito do Concílio de Niceia. Em breves palavras diz que o Imperador Constantino decidiu aí tornar o cristianismo a religião oficial (não é verdade, o cristianismo tornou-se religião do Estado pelo Édito de Tessalónica, em 380, por decisão do Imperador Teodósio que era cristão) e impor Jesus como Deus, porque Ele sempre tinha sido para os seus seguidores um simples profeta humano, coisa que aliás, segundo Dan Brown, todos os cristãos instruídos sabem!!! Repare-se bem nas implicações deste pequeno parágrafo. Se isto fosse verdade, pura e simplesmente não havia cristianismo! Só que não é verdade.
A divindade de Jesus Cristo é um dos 3 grandes dogmas cristãos: Dogma trinitário (1 só Deus em 3 Pessoas, Pai, Filho e Espírito Santo); dogma cristológico (1 só Pessoa, Jesus Cristo, em 2 naturezas, Deus e Homem); dogma eclesial, 1 só Pessoa (o Espírito Santo) em muitas pessoas. Dito assim pode parecer complicado mas são verdades evidentes para qualquer cristão.
Os dogmas são proclamados oficial e solenemente como verdade indispensável, contida implícita ou explicitamente no Antigo ou no Novo Testamento. São muito raros, verdadeiras excepções, e normalmente são definidos porque há uma contestação que faz exigir a sua explicitação (a Igreja não inventa uma verdade, explica-a).
Foi o que aconteceu nesta altura. De facto, o Concílio de Niceia foi reunido principalmente para combater a heresia conhecida por arianismo. Ou seja, um sacerdote herético de Alexandria, Ario, começou a dizer o contrário daquilo que era a verdade desde sempre proclamada, afirmava que Jesus não era da mesma substância do Pai e que portanto não era Deus, e esta teoria começou a espalhar-se gerando a confusão em muitos espíritos, ao ponto de ser necessário a Igreja reunir e declarar expressamente a verdade em que sempre acreditara – verdade essa, aliás, pela qual todos os Apóstolos, excepto S. João, e milhares de cristãos depois (e ainda hoje) foram martirizados. As provas históricas sobre este concílio são inúmeras.
Mas continuando.
No meio das maiores confusões (a ginástica que ele faz ao longo de todo o livro com a simbologia é genial, apesar de ser verdade que há sempre influência dumas culturas em transição para outras e portanto existem sempre resquícios simbólicos e mentais entre elas), o autor diz que Constantino teria feito tudo isto porque “era crucial para a unificação do Império Romano”. Há também, ao longo de todo o livro, uma autêntica obsessão com o “sagrado feminino”, com “a deusa”, com uma pseudo religião boa, feminina e pacífica que o cristianismo (machista, violento e ligado ao poder) teria vindo destronar à força. Ora, quase toda a gente sabe que para além do antiquíssimo culto dos antepassados, e do culto, muito mais moderno, do próprio imperador, os romanos tinham um enorme panteão de deuses e deusas (praticamente decalcados dos gregos), e que o seu “chefe” era até um deus masculino: Júpiter, o conhecidíssimo pai dos deuses. Na época de Constantino estava muito em voga o culto do Sol Invicto que nunca foi confundido com o tão falado pseudo “culto da deusa” de Dan Brown.
Também não sei de onde foi tirar essa ideia duma sociedade pacífica que o cristianismo destruiu, mas dos livros de História não foi de certeza. A crueldade presente nas civilizações clássicas e pré-clássicas era impressionante. É bom lembrar que a norma do Antigo Testamento, que hoje nos arrepia, do “olho por olho, dente por dente”, foi um grande avanço no caminho da justiça do seu tempo, e que só nos indigna porque fomos educados (quer queiramos assumi-lo ou esquecê-lo, é um facto), nesta civilização judaico-cristã cheia de valores humanistas baseados em Jesus Cristo, Aquele que veio dizer que se deve perdoar não 7 vezes mas sempre, amar o inimigo, dar a outra face e outras violências do mesmo estilo.
Para além de tudo isto, uma das genialidades políticas do Império Romano consistia na forma como evitava dissensões religiosas acolhendo no seio do seu panteão os deuses das terras conquistadas. Daí a Ísis egípcia (que o autor escolheu, não se sabe bem porquê, como deusa especial) fazer parte do culto romano, como muitos outros “deuses conquistados”.
Os judeus foram sempre um terrível problema para o Império porque se recusavam a prestar culto ao imperador e a aceitar que o Deus único fosse posto ao nível dos falsos deuses, e pela mesma razão milhares de cristãos foram mortos, nomeadamente martirizados na arena do Coliseu.
Constantino foi benévolo para com os cristãos tal como o seu pai. Pelo Édito de Milão, em 313, os cristãos passaram a ter autorização de culto público (até essa data ser cristão implicava estar disposto a morrer por isso). Adorava, além dos deuses do panteão, o “Sol Invicto” e muitas vezes mostrou predilecção pelo Ser Supremo do Universo (o Deus Desconhecido, dos filósofos). Tomou várias medidas de apoio aos cristãos, devolvendo-lhes bens confiscados, levantando as penas contra o celibato desde que fosse por opção religiosa, reconhecendo em tribunal a validade da emancipação dos escravos feita perante a Igreja, instituindo o descanso ao domingo (sim, foi ele que o fez e para beneficiar os cristãos, ao contrário do que diz Dan Brown), etc.. Ninguém sabe ao certo se ele se converteu ou não ao cristianismo, até porque a conversão é uma questão íntima de consciência, mas viveu muitas hesitações em relação à opção religiosa: sacrifica aos deuses, funda Constantinopla segundo ritos pagãos, e diz-se sumo pontífice, mas a partir de 323 declara-se cristão e incentiva os seus súbditos à conversão. Após a vitória sobre Magêncio (para a qual tinha invocado o auxílio do Deus dos cristãos juntamente com outros deuses), não sacrificou aos deuses, não foi transportado em triunfo e não fez os jogos seculares em homenagem aos deuses (o que parece ser uma demonstração de respeito pelo Deus único). Em 325, no Concílio de Niceia, apoiou a ortodoxia contra a heresia ariana, mas só se baptizou no final da vida (o que aliás era bastante usual). Enfim, no mínimo é uma personagem interessante.
Para não me alargar demasiado (o mundo do erro histórico é de tal modo vasto neste romance que chega a ser fascinante), só mais alguns apontamentos:
Dan Brown diz, entre muitas outras mentiras e distorções, que a Igreja foi responsável pela morte de 5 milhões de mulheres acusadas de bruxaria durante o período medieval! Ou seja, teria morto praticamente toda a população feminina da época! Só para terem uma ideia, a população total de Portugal na época dos Descobrimentos era de 1 milhão e meio de pessoas (homens, mulheres, velhos e crianças). Nalguns países como a Alemanha e a Polónia houve muitos casos de morte de bruxas, mas por exemplo em Portugal e Espanha só foram queimadas cerca de uma dezena de bruxas ao longo de toda a Idade Média (nem que fosse só uma já era horrível, de qualquer modo).
O autor sabe tão pouco da Igreja Católica que chega a dizer “as igrejas católicas” (e é evidente pelo contexto que está a falar sempre da Igreja Católica Romana), ou seja, não sabe sequer que esta é só uma, ao contrário das protestantes.
Diz que a “Opus Dei” é uma seita católica e nem percebe que isso é uma contradição nos termos, ou seja, se é seita não pode ser católica e se é católica não pode ser seita.
Sabe tão pouco da “Opus Dei” que veste o assassino albino (imaginação não lhe falta, isso reconheço) com hábito de frade, quando os membros da “Opus Dei” leigos se vestem como toda a gente (à civil, como se costuma dizer), e os padres de fato ou de batina.
Há momentos em que é insultuoso, como quando diz que o Papa João Paulo II foi comprado por 20 milhões de dólares para meter o Monsenhor Escrivá “na auto-estrada para a santidade”.
Há outros momentos em que se mostra duma estupidez confrangedora, como quando aponta euforicamente como prova cabal das supostas mentiras da Igreja Católica sobre o Santo Graal o facto de no quadro “A Última Ceia”, de Leonardo Da Vinci, todos os convivas terem um copo à frente. Ele pensava que os judeus faziam a ceia pascal sem copos para beber e que Jesus teria um cálice especial, todo em ouro e pedras preciosas, ou qualquer coisa do género?!
Já agora, é bom lembrar que a lenda do Santo Graal é uma lenda (e não uma verdade histórica) e que não tem qualquer importância religiosa. Foi na Idade Média, em romances de cavalaria como a Lenda do Rei Artur, que se começou a falar muito dessa demanda como símbolo da pureza e da missão desinteressada.
Outra coisa fascinante é a obsessão de Dan Brown pelo sexo, uma obsessão muito básica e que chega a extremos de ridículo. Até os pórticos das catedrais góticas (que Dan Brown diz erradamente terem sido uma invenção dos Templários, que de facto construíram muito pouco e nem sempre no estilo gótico) com a sua forma em bico e uma rosácea no cimo são símbolos da vagina com clítoris e tudo!!! O que significaria a rosácea nos pórticos romanos arredondados?
Também se fala imenso no livro duma suposta organização, o Priorado de Sião, que ao longo de milhares de anos teria mantido em segredo o conhecimento da verdade. Não há ponta de exactidão em nada do que ali se diz, mas é verdade que um Priorado de Sião foi fundado em 1956 por Pierre Plantard, que três anos antes tinha estado preso por fraude e desvio de fundos, e em 1958 conseguiu depositar documentos forjados na biblioteca nacional francesa! Como diz Paul Smith, “Toda a história do Priorado de Sião é uma história de decepção e confiança defraudada – tratava-se de uma sociedade forjada, que nunca existiu.”
Finalmente, toda a base do livro é contraditória e sem lógica interna: a grande verdade, ciosamente escondida pela tenebrosa Igreja Católica, é que Jesus era um simples homem, um profeta como tantos outros, casado com Maria Madalena, pai de filhos, etc., e que o Santo Graal eram os ossos de Maria Madalena, perante os quais o protagonista do livro ajoelha reverencialmente, ao que tudo indica subjugado pela maravilha do tal “sagrado feminino”. Só que, se Jesus não era Deus mas só um homem, Maria Madalena seria a vulgar mulher dum vulgar profeta (se é que se pode chamar vulgar a um profeta), sem qualquer razão para ser sagrada, com os seus ossos venerados secretamente ao longo de 2000 anos. Venerada como Santa, sim, foi e ainda é na Igreja Católica, mas não devido a qualquer relação marital com Jesus…
Por estranho que pareça, não imaginam as reacções de indignação e as acusações de fanática que recebi de pessoas a quem disse simplesmente: “Se quiseres diverte-te a ler esse livro mas é bom que saibas que é tudo mentira”. Para mim isso foi uma das maiores provas de que este livro é de facto mau. Disse o mesmo sobre outros romances pseudo históricos e ninguém se zangou. Aliás, pergunto-vos isto:
Se estivessem a passar férias nos Estados Unidos e vissem todos os vossos amigos muito entusiasmados com um romance histórico sobre um suposto Tratado de Tordesilhas feito entre Espanha e França que teria dividido o mundo em Norte e Sul, ficariam calados, ou avisariam simplesmente que o romance até podia ser muito engraçado mas que o Tratado de Tordesilhas foi selado entre Portugal e Espanha e dividiu o mundo em Leste e Oeste? Dizer a verdade não parece uma afronta a ninguém, pois não? E provavelmente esperariam que vos dissessem qualquer coisa como: “Ah sim? Não sabia, isto é giro mas ainda bem que me avisaste”.
Pois é, só me lê quem quer mas o meu amor à verdade impede-me de ficar calada. E já agora, deixo aqui algumas críticas avalizadas para saberem que não sou só eu a incomodar-me com o sucesso de coisas destas.
Espero ter ajudado quem ficou de algum modo baralhado com este livro, que faz tudo para lançar trevas sobre a luz.
Com amizade
Thereza Ameal
P.S. – Já depois de ter escrito este pequeno texto, saiu um livro que aconselho vivamente onde poderão encontrar resposta a praticamente todas as dúvidas que “O Código da Vinci” lhes tenha deixado no espírito: “A Fraude do Código da Vinci”, de Carl E.Olson e Sandra Miesel, editado pela Lucerna. Pode ser um bocadinho erudito demais mas é excelente para consultar (tem um excelente índice no final).
Não deixem de ver também o fantástico site:
http://pt.jesusdecoded.com/truthbetold2.php
The Times (Londres)
Santa Farsa
Por Peter Millar
21 de junho de 2003
(…)“Este livro é, sem dúvida, o mais imbecil, inexato, mal informado, estereotipado, e enlatado exemplo de pulp fiction que já li”.
(…)“Os editores de Brown apresentaram um punhado de comentários elogiosos de escritores norte-americanos de thrillers de segunda linha. Só posso deduzir que a razão para o seu louvor excessivo foi porque as suas obras, quando comparadas com este livro, parecem obras de arte…”
Catholic News Service
Uma trama disfarçada de verdade histórica em “O Código da Vinci”
6 de junho de 2003
Por Joseph R. Thomas
Para ser sucinto, “O Código Da Vinci” é um romance demasiado longo, demasiado vendido e exagerado (…). O romance distorce a história da Igreja, dando nova roupagem à velha heresia Ariana, entretecendo fatos históricos e pseudo-históricos”.
“Brown mistura fatos reais com especulação e fantasia, de tal forma que o resultado final tem uma aura de historicidade. Para um escritor, essa é uma habilidade de grande valor. Mas, como qualquer habilidade, pode ser utilizada para um fim desonesto. Em ‘O Código Da Vinci’, é utilizada para questionar os fundamentos da fé cristã e para atacar a Igreja num formato — o romance — na qual normalmente não se espera encontrar uma trama fantasiada de verdade histórica”.
Chicago Sun Times
Ataques contra católicos, mais uma vez
Por Thomas Roeser
27 de setembro de 2003
“Na nossa sociedade “correcta”, uma declaração considerada racista, anti-semita, contrária às mulheres ou aos homossexuais desqualificará o seu autor por muitos anos — mas o mesmo não ocorre com relação a insultos a Jesus Cristo e àqueles que seguem os seus ensinamentos. Longe disso: Aumente as desgastadas histórias de conspiração católica até chegar à extensão de um livro, e isso poderá torná-lo rico e famoso, como acabou de acontecer com um tal Dan Brown, autor de O Código Da Vinci”.
“O romance mistura realidade e ficção, como um filme baseado em fatos reais, e lança conjecturas sem fundamento sobre o catolicismo”.
“A suposta “pesquisa” de Brown deriva de teorias feministas extremistas”.
“Estas excêntricas suposições se misturam com a realidade e com pesquisas mal feitas”.
“Este romance faz parte de um género que apresenta um raivoso estereótipo do catolicismo como um vilão. Embora o ódio ao catolicismo impregne todo o livro, nenhuma parte da Igreja recebe mais ataques que o Opus Dei”.
New York Daily News
Código quente, crítica ardente
Por Celia McGee
4 de setembro de 2003
“[Dan Brown] extrai muitos dados de dois trabalhos anteriores de pesquisa amadora: “The Templar Revelation: Secret Guardians of the True Identity of Christ” e “Holy Blood, Holy Grail”, uma especulação sobre a descendência de Cristo. Ambos foram desqualificados pela maioria dos especialistas no assunto”.
“Os seus erros crassos só podem deixar de indignar um leitor que conheça pouco o assunto”.
The New York Times
“O Código Da Vinci” desmascara Leonardo?
Por Bruce Boucher
3 de agosto de 2003
“Em vez de um filme, no entanto, parece que há uma ópera à espreita nessas páginas, e o sr. Brown poderia levar à prática o imortal conselho de Voltaire:’Se alguma coisa é muito estúpida para ser dita, pelo menos sempre poderá ser cantada’”.
Pittsburgh Post-Gazette
A exatidão do bestseller “O Código Da Vinci” sob suspeita
Por Frank Wilson (Philadelphia Inquirer)
28 de agosto de 2003
“O Código Da Vinci é inexato mesmo quanto aos detalhes (…) os fiéis do Opus Dei não são monges, nem usam hábito”.
“Afirmou-se que o livro é em si mesmo um ataque ao próprio cristianismo”.
Weekly Standard
Novos deuses: Um par de best-sellers sobre religião
Por Cynthia Grenier
22 de setembro de 2003
“Os rituais que (o livro) relata são fruto de uma mistura de contos fantasiosos”.
“Se você alguma vez considerou a possibilidade de que o Santo Graal procurado pelos cavaleiros do Rei Artur é na verdade o cálice que contém os ossos de Maria Madalena, então ‘O Código Da Vinci’ é o seu livro”.
“Alguém deveria dar a esse homem e aos seus editores uma história básica do Cristianismo e um mapa”.
“É bastante atrevido por parte do autor e de seus editores querer empurrar-nos essa barafunda de estupidezes como se fossem fatos reais simplesmente por terem borrifado nomes e detalhes históricos aqui e ali”
Putz, e eu que pensava que era uma ficção e não um livro de história com erros… my mistake! O livro é ruim porquê é ruim… tem livros com tantas encongruencias quanto esse que são bons tem livros com 100% de acerto que são uma merda. Tem erros ai, claro, mas não dá pra supor que o autor tomou liberdade de alterar a realidade pra contar uma história? Uma história ruim, ok, mas sobre tudo UMA FICÇÃO?! Gente, se alguém me disser que fazer um filme com alienigenas está errado pq eles não existem ou não são verdes… eu vou chorar de tristeza.
Great site.
Creio que cada um tem o direito de acreditar naquilo que convém. Sou estudante do ensino médio, pretendo prestar vestibular para Arquitetura neste ano, mas sou apaixonada por Teologia e História. Tenho uma educação baseada nos princípios católicos, mas não é por isto que eu tenha que estar presa aos costumes cristãos. Leio bastante sobre outras religiões, e também li este livro e vi o filme.
É totalmente difícil ter uma opinião clara sobre o livro, pois ele descreve uma versão que vai contra os princípios fundamentais do Catolicismo. Querendo ou não, o meu julgamento sobre a obra nunca estará isento da minha base religiosa. Tiro conclusões de acordo com o que acredito. Pense bem, você sempre achará erros em algo, se este for contra os seus conceitos. Somos humanos, e só acreditamos naquilo que queremos acreditar. (ETs, Filho de Cristo, Ressureição, Tarô, etc.)
E do mesmo modo que acho tanto o livro quanto o filme, fantasiosos, não tenho o direito de dizer que é mentiroso. O autor seguiu aquilo que ele acredita, talvez tenha inventado. Mas é preciso se conformar, que ninguém nunca saberá toda a verdade. Porque só ELE sabe de tudo!
-Todo homem tem Fé. Porque se ele se mantêm vivo é porque acredita em algo além de si!
Bjão;
ninanetrj@hotmail.com
[...] 10 erros do Código Da Vinci [...]
[...] 10 Erros do Código Da Vinci [...]
[...] 10 erros do Codigo Da Vinci [...]
Tem anos q nao lia tanta merda em um lugar só. Eu tenho 2 opçoes, ou creiona Biblia ou nas prostitutas e prostitutos que estao tentando reescrever a história. Caiam na real, apalavra de vcs vale menos que merda…
Viva a diversidade !! Mas o código é todo mentira
Pedro
[...] 10 Erros do Código Da Vinci [...]
como é que um escritor pode fundamentar uma tese baseado em um quadro pintado 1500 anos depois dos fatos acontecidos??? não foi uma foto, não gente!!! foi um quadro!!! pintado!!! eo povo acredita???? PELOAMORDEDEUS!!!
vocês são um bando de pessoas ingênuas, que se deixam levar pelo um mal da humanidade chamado religiões.
Cegante ignorância nos ilude.
Ó miseráveis mortais, abre os olhos!
Quando iram usar os olhos da razão, quando tiverem de frente da realidade que nos cerca, mas que as igrejas vetaram..
abrolhos.
Estes relatos demonstram o tamanho da inveja a uma obra prima como “O codigo da vinci”.
Sejam criativos na mesma proporção de vossa inveja, assim ficariam muito mais brilhantes.
Creio que cada um tem o direito de acreditar naquilo que convém. Sou estudante do ensino médio, pretendo prestar vestibular para Arquitetura neste ano, mas sou apaixonada por Teologia e História. Tenho uma educação baseada nos princípios católicos, mas não é por isto que eu tenha que estar presa aos costumes cristãos. Leio bastante sobre outras religiões, e também li este livro e vi o filme.
É totalmente difícil ter uma opinião clara sobre o livro, pois ele descreve uma versão que vai contra os princípios fundamentais do Catolicismo. Querendo ou não, o meu julgamento sobre a obra nunca estará isento da minha base religiosa. Tiro conclusões de acordo com o que acredito. Pense bem, você sempre achará erros em algo, se este for contra os seus conceitos. Somos humanos, e só acreditamos naquilo que queremos acreditar. (ETs, Filho de Cristo, Ressureição, Tarô, etc.)
E do mesmo modo que acho tanto o livro quanto o filme, fantasiosos, não tenho o direito de dizer que é mentiroso. O autor seguiu aquilo que ele acredita, talvez tenha inventado. Mas é preciso se conformar, que ninguém nunca saberá toda a verdade. Porque só ELE sabe de tudo!
-Todo homem tem Fé. Porque se ele se mantêm vivo é porque acredita em algo além de si!
Copiei o texo dela, póis concordo plenamente.
A pessoa que postou os 10 erros do condigo da vinci, você deveria rever melhor suas acusações, e PESQUISE, não em sites, não em livros.
Veja e sinta.
dentre todos as texto escritos sobre o assunto, tanto de forma favoravel ou não, percebo um grande contraste conflitante de opiniões tanto de pessoas com um conhecimento aprufundado e outros superficiais, e cheguei a conclusão de quando se mexe com certos dogmas religiossos cria se um auvorosso, pois e muito delicado espor determinados conceitos que venham de encontro tudo aquilo que já esta pré estabelecido desde que nascemos, e que acriditamos. Nesse caso em especial, colocasse em cheque varios fatos que colocam não somente a igreja catoica mas tambem o cristianismo de uma forma mas cientifica e menos espiritual, dependendo muito dos olhos de quem esta fazendo a cridtica.
pos e muito delicado fazer juizo de valores daquilo que vai alem do compeendemos, existes muitas verdades que não são postas a publico, pois criariam um desequilibrio harmonico que durante cseculos os donos da verdades nós impuzeram. que se lembra do rompimento de Martins Lutero com o catolicismo, na epoca isso tambem causou muita polemica.
aqui fica minha reflexão