O fim do homem padrão
Arquitetura inclusiva - Por Silvana Maria Rosso
Desenho universal é a palavra-chave para alcançar a acessibilidade. Esse modo de projetar virou lei e está ajudando a criar espaços e produtos usáveis por todos.
Vila da Digninidade, idealizado a partir das diretrizes do Desenho Universal
Banheiros para cadeirantes ou pessoas com mobilidade reduzida, rampas, plataformas, elevadores acessíveis, pisos táteis, sinalização(sinalética) inclusiva, barras de apoio… Quem escuta falar desse aparato disponível no mercado em prol da acessibilidade não se espanta. Mas não é tão longínquo o tempo em que a arquitetura e o design baseavam-se no homem padrão ou dito “normal”, excluindo as pessoas com algum tipo de limitação ou deficiência e lhes negando o direito de ir e vir, de estudar e ter uma vida no mínimo digna.
Graças às manifestações da sociedade e leis específicas, o olhar sobre as diferenças humanas está mudando. Pouco a pouco, novos conceitos e condutas são incorporados pela sociedade. E principalmente por designers, arquitetos, engenheiros, fabricantes e até administradores públicos que reaprendem a pensar o projeto. O desenho universal prega soluções simples e holísticas, que atendem uma abrangente tipologia humana, sem tecnologias sofisticadas e a custos acessíveis - uma construção adaptável sai no máximo 1% mais caro que as convencionais.
Agora, há parâmetros estipulados em normas e que podem ser discutidos, cobrados pela sociedade e fiscalizados pelas autoridades.
Estatísticas
Há hoje no Brasil cerca de 27 milhões de deficientes e 19 milhões de idosos. Estima-se que, dentro de dez anos, a população com mais de 60 anos chegará a 30 milhões, criando novos requisitos para a cidade e seus espaços. “Os números chamam a atenção para a necessidade do planejamento de espaços cujo acesso seja garantido a qualquer usuário, com autonomia e independência”, afirma Silvana.
Da década de 1980 para cá a palavra acessibilidade começou a se incorporar em nosso vocabulário. Em 1985, foi publicada a NBR 9050, Acessibilidade a edificações, mobiliário, de espaços e equipamentos urbanos (disponível no site www.acessibilidade.org.br), da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), revisada pela primeira vez em 1994. Em 1988, a Constituição Federal já se referia ao direito à acessibilidade aos portadores de deficiência sem, no entanto, cobrar o seu cumprimento. Só em 2000, 12 anos depois, o assunto originou as Leis Federais 10.048 e 10.098.
O grande impulso para a aplicação da lei foi a revisão da NBR 9050 em 2004, que além de considerar as pessoas com deficiência, ampliou a abordagem para quem tem dificuldades de locomoção, idosos, obesos, gestantes etc., e ressaltando o conceito de desenho universal. Em Dezembro do mesmo ano, finalmente as leis 10.048 e 10.098 foram regulamentadas pelo Decreto 5296 (disponível no site www3.dataprev.gov.br), estabelecendo normas e critérios para a promoção da acessibilidade.
Mesmo com parâmetros estipulados na forma de lei, seu cumprimento só se tornou obrigatório e passível de fiscalização quando, em 2005, o Ministério das Cidades lançou o Programa Brasil Acessível, com o intuito de estimular e apoiar os governos municipais e estaduais a assegurarem a circulação. Entre as ações previstas estavam a difusão do desenho universal e a publicação de conteúdos temáticos, disponíveis no site www.cidades.gov.br.
O fim do homem padrão
O desenho universal recria o conceito de homem padrão - nem sempre o homem real. Seu conceito nasceu nos anos de 1960, nos Estados Unidos, como uma resposta à discussão sobre essa padronização do homem, definindo um projeto de produtos e ambientes que possam ser usados por todos, na sua máxima extensão possível, sem necessidade de adaptação ou projeto especializado para pessoas com deficiência.
Ele começou a ser discutido no Brasil 20 anos depois, com o objetivo de conscientizar profissionais da área de construção sobre a acessibilidade. E agora vem sendo apregoado em normas e leis, e é tema obrigatório na grade curricular dos cursos universitários correlatos, para formar profissionais capazes de atender às novas exigências e premissas.
A formação profissional
Os princípios do desenho universal e o conhecimento das normas estão sendo divulgados na graduação dos cursos de arquitetura e engenharia, “de forma transversal”, afirma o arquiteto Paulo Eduardo Fonseca de Campos, professor de projetos da FAUUSP. E em cursos extra curriculares oferecidos por entidades, como o Instituto Brasil Acessível, e materiais impressos ou eletrônicos, distribuídos gratuitamente pelo poder público e até pela iniciativa privada.
Universidades, como a Uninove, dispõem de curso de pós-graduação em acessibilidade. “Entre os objetivos está formar profissionais capazes de garantir espaços e ambientes mais acessíveis e sem barreiras, capacitando-os para o atendimento a quesitos legais, uma vez que há prazos de adaptação definidos pelo Decreto 5296″, destaca Marcelo Pupim Gozzi, coordenador de pós-graduação da Universidade.
Os dez princípios do desenho universal
1-Equiparação nas possibilidades de uso: o design é útil e comercializável às pessoas com habilidades diferenciadas;
2- Flexibilidade no uso: o design atende a uma ampla gama de indivíduos, preferências e habilidades;
3- Uso simples e intuitivo: o uso do design é de fácil compreensão;
4- Captação da informação: o design comunica eficazmente ao usuário as informações necessárias;
5- Tolerância ao erro: o design minimiza o risco e as consequências adversas de ações involuntárias ou imprevistas;
6- Mínimo esforço físico: o design pode ser utilizado de forma eficiente e confortável;
7 -Dimensão e espaço para uso e interação: o design oferece espaços e dimensões apropriadas para interação, alcance, manipulação e uso;
8- Circulação de largura de 0,90 m e altura de 2,10 m;
9- Vãos de porta de 0,80 m (mínimo);
10- Diâmetro mínimo de 1,50 m para manobras de uma cadeira.
Leis e decretos
NBR 9050
A versão de 2004 da norma técnica avançou quanto a parâmetros antropométricos. De acordo com a arquiteta Adriana Romero de Almeida Prado, que também é coordenadora da Comissão de Acessibilidade a Edificações e ao Meio (CE 01), do Comitê Brasileiro de Acessibilidade (CB 40), “a NBR 9050/2004 define o que é área de transferência, área de manobra e área de aproximação. E também demonstra as medidas para alcance manual e visual”. Quanto à comunicação e sinalização, criou símbolos para sanitários, para circulação (indicando rampas, escadas, elevadores entre outros); estipula tamanho de letras e distâncias, bem como contrastes de cores. No capítulo de circulação, há a definição dos pisos táteis de alerta e de orientação e onde devem ser utilizados. Também altera a declividade das rampas assim como detalha a acomodação transversal da circulação em calçadas. No item sanitário, especifica quais as áreas de transferência para a bacia sanitária, para boxe, para banheira e a localização de barras de apoio, bem como medidas mínimas para um boxe comum de vaso sanitário.
Decreto 5296
Regulamenta a lei 10.098, obrigando todo e qualquer projeto arquitetônico ou urbanístico a atender aos princípios do desenho universal, tendo como referências básicas as normas da ABNT, a legislação específica e as regras contidas no decreto. Prevê a inclusão do desenho universal nas grades de disciplinas dos cursos de arquitetura, engenharia e correlatos, que passam a se responsabilizar pelo atendimento do projeto às normas de acessibilidade. Segundo a arquiteta Adriana Romero de Almeida Prado, “nenhum financiamento público é liberado se o projeto não respeitar a acessibilidade”. Veja este artigo na íntegra na aU- Arquitetura e Urbanismo
Bem, a acessibilidade é um termo geral usado para descrever o grau em que um produto, dispositivo, serviço ou ambiente é acessível por tantas pessoas quanto possível. Muitas vezes usado para focar as pessoas com deficiência e seu direito de acesso às entidades, muitas vezes através do uso de tecnologia assistiva.
Sua cidade é sensível a acessibilidade ? Você acha que acessibilidade é um assunto que mobiliza sociedade ?
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Divulguem ! Totalmente Gratuito
A musicoterapia é a utilização sistemática de música, dentro de uma relação em desenvolvimento entre paciente e terapeuta para restaurar, manter e melhorar o físico, emocional, psicossocial e função neurológica.
Musicoterapia é usado para despertar, reabilitar e curar:
- Para as pessoas com Doença de Alzheimer e outras demências música, especialmente canções familiar, destrava as memórias, a participação na música melhora a comunicação.
- Para as pessoas com doença de Parkinson e outros distúrbios do movimento, movendo-se para a música ajuda a melhorar a marcha, equilíbrio e amplitude de movimento..
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- Para as pessoas que tiveram um curso, musicalmente assistida discurso é usado para tratar a afasia não-fluente, um dos distúrbios da fala mais comum de acidente vascular cerebral.
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Projeto Incluir , em Salvador - Ba ,está com inscrições abertas para MUSICOTERAPIA. Essa terapia atenderá um público específico: são crianças e adolescente (até 17 anos incompletos) com qualquer tipo de deficiência e carente.
A Musicoterapia será iniciada no mês de Fevereiro! e tem 80 vagas !Totalmente Gratuita!
O serviço social estará fazendo as inscrições e as avaliações sociais,mediante um atestado ou relatório MÉDICO (constando o CID), RG, CPF e comprovante de residência.
Horário de atendimento do serviço social neste final de ano:
Até o dia 17/12/2009 - de segunda à quinta / das 08:00 às 11:30 e das 13:00 às 16:30 hs.
E no mês de janeiro, a partir do dia 20/01/2010 - de segunda à quinta / das 08:00 às 11:30 e das 13:00 às 16:30 hs.
Maiores esclarecimentos.
Telefax: 55 (71) 3203-6186 E-mail-contato@projetoincluir.org.br
Conheça o Projeto Incluir
Obrigada Elisangela
Computadores e Acessibilidade
Como diz o autor do artigo “(…) na nossa era movimentada pela tecnologia não ter acesso a um computador e a Internet toma uma enorme quantidade de aprendizado disponíveis para as pessoas (…)”
Se computadores fossem vistos como deveriam ser - uma ajuda para os humanos realizarem uma multiplicidade de tarefas, então eles não devem se limitar a apenas uma certa porcentagem de usuários, mas a todas as pessoas que o querem usar.
Porque um computador é um meio visual, pessoas com baixa acuidade visual e outras deficiências ficariam perdidas sem a ajuda de alguns programas que lhes permitem acesso ao poder do computador.
O fabricante e os e construtores de sistemas operacionais fazem um bom trabalho tornando seu produto acessível, mas há mais coisas envolvidas do que aquilo que lhe é dado pelo sistema operacional.
O número de pessoas com deficiência visual vai dobrar em até 10 milhões no ano 2030. Com a nossa crescente dependência dos computadores, passos estão a ser dados para assegurar que toda a gente tem acesso. Aqui, nós discutimos acessibilidade de computadores e o que foi alcançado , o que é necessário.
Problemas com usuários
Porque um computador é um sistema visual, aqueles que são deficientes visuais podem ter dificuldade de acesso aos dados. Para ultrapassar esta situação, a Microsoft tem várias opções para ajudar os usuários a acessibilidade, através do Painel de Controle no Windows XP.
Se você é deficiente visual, mudando a configuração do seu computador pode aliviar o problema. Eu tive que mudar para um monitor de 22 ” e ajustar as configurações para acomodar a minha visão, e isso funciona bem por enquanto (diz o autor). Quando mais problemas de visão ficaram evidentes um ampliador de tela ajuda mais. Elas podem ser conseguidos em lojas online como Tigerdirect.com por cerca de US $ 149,00. Você pode alterar o contraste em ambiente Windows, com uma variedade de configurações para cada necessidade. Ajuste de alto contraste são muitas vezes vantajoso para aqueles que são deficientes visuais.
Microsoft Sam, o texto a motor de fala para Windows, permite que o texto seja lido e interpretado por Sam para o usuário. Sua voz é metálica e soa como um robô. Ainda melhor é CoolSpeech. Esta é uma parte do Microsoft Speech Application Programming Interface (SAPI), que lhe dá uma opção diferente de muitas vozes, uma escolha de 11 idiomas mãe, e é, segundo o site da Microsoft, capaz de:
* Ler listas de e-mail: você recebe a notícia que você ler a partir de qualquer URL especificado
* Permiti que você oiça cada palavra ou frase que digitou .
* Ler documentos, incluindo arquivos de textos ricos e HTML
* Ouvir o texto na Área de Transferência
* Marcar arquivos e URL para serem lidos
* Converter o seu texto em ficheiros wav
* Dizer-lhe a hora a data
Com todas estes procedimentos, e uma diversidade de vozes diferentes, é uma benéfico para os deficientes visuais.
Mais informações podem ser encontradas em http://www.bytecool.com/coolspch.htm
Vantagens do Teclado
A Microsoft também usa itens do como Sticky Keys, o que lhe dá acesso teclas comumente usadas como CTRL, ALT,SHIFT e o Windows com um modificador-chave, permite que se pressione uma tecla de cada vez, em vez de ter de pressionar várias teclas de uma só vez. Eles têm Filtro Keys, que ajuda as pessoas que tremem um pouco a ter o seu teclado não reconhecer batidas repetidas ou desacelerar o ritmo de repetição. Filtro Keys permite-lhe ouvir um tom quando botões Caps Lock, Num Lock, e Scroll Lock são pressionadas. Sound Sentry alerta-o visualmente quando o computador faz um som de alerta sonoro. O mouse pode ser configurado para ser controlado pelo teclado numérico.
Opções de acessibilidade da Apple
Para os usuários de Mac, a oferecer é parecida com a da Microsoft. Eles têm muitas características que tornam a utilização de um computador muito mais fácil para as pessoas com deficiências tanto visuais quanto auditivas. iChat AV no Mac permite a você vídeo conferência com pessoas que usam A Linguagem dos Sinais Americana (American Sign Language - ASL , Dicionario de Libras). Voice Over é uma interface de voz para o Mac, ajuda as pessoas com deficiência o acesso Mac e colaborar com outras pessoas com deficiência. A beleza da Voice Over é que ele permite-lhe “perguntar” o computador o que está na tela. Voice Over também é um treinador intuitivo portanto, as pessoas com o seu primeiro Mac e problemas de visão podem aprender rapidamente o sistema. Ele apresenta efeitos subtis de áudio para informá-lo quando chegar a certos lugares da navegação, como o fim de uma linha. O recurso de zoom do Mac permite aumentar o texto para permiti-lhe uma leitura do texto.
Os computadores devem ser acessíveis a qualquer pessoa que pretenda utilizá-los. Na nossa era movimentada pela tecnologia não ter acesso a um computador e a Internet toma uma enorme quantidade de aprendizado disponíveis para as pessoas hoje em dia. Com avanços seguros e acomodações de acessos, o computador é hoje uma ferramenta de aprendizagem para todos.
Alden Smith é um premiado autor e regular contribuinte para DoItYourself.com. Ele escreve sobre uma variedade de assuntos, e excelência em investigação.
A maioria dos link deste artigo é em inglês. Tenho pena por isto. Se vocês souberem de links equivalentes a estes em português mande-nos para publicarmos aqui, daremos os devidos créditos.











